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terça-feira, outubro 4, 2022

Dalpiaz quer integração entre as redes de ensino

Depois de nove anos, o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe) terá um novo presidente, o professor Oswaldo Dalpiaz, que assume o posto no lugar de Bruno Eizerik, que comandava a gestão da entidade desde 2013.

O educador, que atuou por 40 anos como docente em sala de aula e por 33 como gestor de instituição de ensino, defende uma maior integração entre as redes pública e privada, em setores como o transporte e o calendário escolar, além da política educacional no Ensino Médio e no Ensino Técnico, por exemplo.

Dalpiaz destaca, ainda, o desafio das instituições privadas tradicionais de Ensino Superior diante do crescimento do formato de ensino a distância (EaD) e reflete sobre temas como o homeschooling e as transformações digitais nas escolas após a pandemia. ” Se a gente conseguir unir os entes que trabalham com educação, como Secretaria Estadual da Educação (Seduc), Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), União Nacional Dirigentes Municipais de Educação (Undime), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), provavelmente a gente consiga, através dessas parcerias, um resultado melhor, superando esta crise ou essa dicotomia que existe entre, por exemplo, o ensino privado e o público. Vamos trabalhar para eliminar essa separação, essa dicotomia. Todos os ex-presidentes do Sinepe sempre defenderam que a nossa meta é a educação como um todo, e não a educação privada. Se trata de buscar uma parceria para construir juntos”, relata.

Dalpiaz ressalta que o Ensino Superior tem desafios para enfrentar. “As escolas de Ensino Superior estão enfrentando um problema seríssimo, que é esse novo formato, essa nova modalidade de ensino que está tomando conta, que é o EaD. O EaD está tomando conta de maneira tal que as escolas, as universidades que vinham bem organizadas debaixo de um aspecto, essa organização toda agora começou a sentir os efeitos dessa nova modalidade. Tanto que hoje nós temos mais alunos fazendo o seu curso universitário de forma EAD do que presencial”, informa o novo presidente do Sinepe, frisando que ” as universidades grandes, de 20, 25, 30 mil alunos, hoje estão com 10, 12 mil alunos. Como vai ser com uma infraestrutura preparada para atender 20 mil alunos e atendendo 10 mil? Há um desafio por parte das direções, das mantenedoras, de buscarem com criatividade, com inteligência, alternativas e saídas para isso.”

Ele destaca ainda que está em curso uma discussão sobre a implementação do ensino domiciliar, ou homeschooling.

“Hoje não existe homeschooling. Quem estabelece o homeschooling é o governo federal, então, oficialmente, nenhum pai ainda poderá aplicá-lo, porque isto depende de uma lei federal, e deve existir também a regulamentação. E quem regulamenta isso é o Conselho Nacional de Educação. Uma vez regulamentado por eles, vai passar depois para as instâncias “menores”, que são os Estados e depois, se for o caso, os municípios. Essa é uma discussão que eu acredito que ainda vá longe, porque não é simples. Como tese, o Sinepe não é a favor do homeschooling. O Sinepe acha que o melhor caminho é a diversidade de aprendizagem, de convivência e de relações. A riqueza que um aluno tem frequentando a escola é, de certa maneira, perdida, se ele ficar apenas em casa. Só que aquela vivência de escola, de trabalhar em grupo, de aprender a respeitar, a superar as dificuldades que se apresentam, são fatores essenciais de crescimento do jovem, da criança.”

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