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quarta-feira, outubro 5, 2022

Rinovírus foi o único a circular no isolamento

Um estudo liderado pelo Hospital Moinhos de Vento mostrou que, de 20 doenças respiratórias, o rinovírus humano — um dos principais vírus causadores de infecções respiratórias — foi o único agente que permaneceu circulando simultaneamente com a covid-19, tanto em adultos quanto entre crianças e adolescentes, no período em que ocorreu o distanciamento social restritivo. Esta foi a primeira pesquisa do tipo realizada no País, que avaliou a presença de patógenos como Influenza A e B; vírus sincicial respiratório, adenovírus, parainfluenza tipos 1, 2 e 3; Chlamydophila pneumoniae (que causa pneumonia); e metapneumovírus humano (hMPV), um dos vírus mais frequentes nas infecções do trato respiratório nas crianças.

A análise também concluiu que o rinovírus não interferiu no risco de internação de pacientes adultos diagnosticados com ambas as infecções ao mesmo tempo, tendo sido associado a pouca gravidade em pacientes sem coinfecção.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores do estudo COVIDa criaram um painel viral, onde foram avaliadas as amostras de 436 pacientes internados e ambulatoriais com idades entre dois meses e 18 anos, com sinais e sintomas da doença aguda, além de 993 pacientes acima de 18 anos também com sinais agudos no período de maio a setembro de 2020.

“Quando fizemos o estudo, queríamos entender como era o comportamento da pandemia. Além das pessoas com a doença, os pacientes que chegavam no hospital com sintomas gripais como febre, tosse, dor de garganta, eram convidados a participar do estudo. A ideia era saber o que aconteceria com os outros vírus que estão comumente presentes aqui para nós no Estado e qual seria o comportamento deles”, relatou uma das pesquisadoras do estudo, Márcia Bonatto.

Conforme a pesquisadora, o índice de contaminação era o dobro da covid, com 49% dos exames. “Ficamos nos questionando o motivo de ter sido tão alta a presença do rinovírus. A hipótese é de que ele tem característica de vida mais prolongada, conseguindo ficar em superfícies por tempo maior que os demais vírus”, explica.

Márcia também ressalta a importância do isolamento. Segundo ela, essa medida, associada à população usando máscara, fazendo higienização das mãos e dos ambientes, possibilitou ver o impacto das restrições nos outros vírus.

“Os outros vírus presentes somem. As condutas foram importantes para o desaparecimento, mesmo com o rinovirus presente.”

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