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segunda-feira, outubro 3, 2022

Quatro mulheres concorrem à Presidência

As eleições de 2022 terão participação feminina recorde na disputa pelo Palácio do Planalto, embora as chapas exclusivamente masculinas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com Geraldo Alckmin (PSB), e do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), com Walter Braga Netto (PL) sejam, por ora, as favoritas.

Tanto Tebet e Gabrilli, que transitam por um espectro mais conservador, quanto as esquerdistas Vera Lúcia e Raquel Tremembé, do PSTU, buscam o que seria uma inédita vitória de uma chapa 100% feminina.

As eleições de outubro marcam também o maior número na história brasileira de candidatas ao Planalto: quatro, cifra que sobe para oito com as vices —além de Gabrilli e Tremembé, há Ana Paula Matos, que disputa o pleito com Ciro Gomes (PDT), e Samara Martins, vice na chapa de Léo Péricles (UP).

Haveria ainda uma nona candidata, Fátima Pérola Neggra, que disputaria a Vice-Presidência pelo Pros. O partido, porém, trocou de comando e indicou apoio a Lula. A Justiça Eleitoral ainda dará a palavra final.

Militante do PSTU há quase 30 anos, Vera Lúcia, 54, disputou a eleição de 2018 em chapa 100% negra e nordestina –seu vice era o professor Hertz Dias. Ambos receberam 55.762 votos (0,05%). Nascida em Inajá (PE), é costureira de sapatos e formada em ciências sociais. Em 2004, fundou a Central Sindical e Popular. Antes de entrar no PSTU, militou no PT.

Tebet, 52, vem de uma família ligada à política. Seu pai, Ramez Tebet, ocupou diversos cargos públicos e foi presidente do Senado. Advogada e professora, foi prefeita, deputada estadual, vice-governadora de MS e senadora, posição na qual se tornou mais conhecida devido às participações na CPI da Covid.

Soraya, 49, foi a última candidata a entrar na corrida presidencial. Ela era cotada para ser vice na chapa de Luciano Bivar, mas acabou se tornando o nome da União Brasil após a desistência do dirigente do partido. Advogada de formação, pertence à onda de políticos que surgiu nos protestos contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Aderiu ao bolsonarismo e acabou eleita senadora por Mato Grosso do Sul.

Sofia Manzano foi criada em um sítio em Santa Isabel (SP) frequentado por ativistas que criticavam o regime de exceção e o capitalismo. Sofia, 51, não é uma estreante em eleições. Em 2014, ela, que milita no PCB há mais de três décadas, foi vice de Mauro Iasi no pleito presidencial.

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