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segunda-feira, outubro 3, 2022

UMA DAMA DOS PALCOS

Atriz, diretora, bailarina, dubladora, locutora, radioatriz, produtora e professora de interpretação. A carreira de Ivone Hoffmann, 82 anos, perpassa quase toda a história Cinema, rádio, teatro, TV e internet. Nascida no dia 7 de janeiro de 1940, em Ramada, interior de Ajuricaba, quando o município ainda era distrito de Ijuí, tem mais de 50 anos de carreira, e está atualmente na novela das sete da Rede Globo, “Cara e Coragem”.
Direto dos estúdios da Globo, falou com a Stampa, sobre sua história de vida, sua relação com a região, suas paixões pela TV e teatro, e dos muitos prêmios que ganhou.

Ivone morou em Ramada até os dois anos, quando a família se mudou para uma casa ao lado da igreja, no centro de Ajuricaba. “Hoje, parece que onde existia essa casa está um supermercado”, assinala – ela esteve na cidade pela última vez no ano 2000 e
reencontrou parentes de seus avós Hoffmann.

“Aos quatro, cinco anos eu já declamava nos clubes, decorava poesias, ia atrás das professoras. Subia em cima de uma mesa no clube e declamava”, relembra. Foi nesse período que ela se mudou com a família para Santa Rosa. Ivone, que sempre teve
asma, foi morar com os avós na capital gaúcha, por decisão da família, por ser considerada cidade com recursos melhores para a saúde. Morou por um ano, pois então toda a família Hoffmann se mudou para União da Vitória, no Paraná. “Em 1950 fui para
lá, aos 10 anos. Terminei o primário, mas sempre muito mal da asma. Aos 13 anos, voltei para Porto Alegre para morar com meus avós Francisco e Clara Hoffmann, descendentes da Hungria”.

Ivone diz que sua história com Ijuí a remete a muitas visitas na infância. “Me lembro até hoje das ruas, da praça, de quando eu era pequena. Nessa cidade moravam meus avós maternos. Carlos e Maria Engelmann, que também eram da Ramada. Tiveram quatro filhas, e entre elas, minha mãe, Ana Maria Engelmann, que depois de casada assumiu o sobrenome do meu pai, Hoffmann”.

Saudosa, lembra da tia Hilda Engelmann que morava em Ijuí e as férias que passava em sua casa na adolescência. “Uma cidade que me traz lembranças maravilhosas, especialmente dos meus avós, da minha tia”. Ivone ainda possui parentes aqui, a tia Helena Kocourek Noronha e sua prima Roseli Noronha Correa, casada com Sergio Correa.

Ivone diz que lembra de quando a família se descolocava para Ijuí para usar o telefone, pois na época tinha que marcar hora para fazer ligações. “Me lembro muito bem de tudo isso”.

Após voltar para Porto Alegre, em 1956 e ficar até 1965, ela completou os estudos, e nesse período, que descreve ter sido muito feliz ao lado dos avós e tios, ela pode começar a realizar o seu sonho de ser bailarina. Fez aulas de balé dos 14 aos 21 anos. Foi professora também, em Vacaria, Cachoeira do Sul e São Gerônimo. “Nesse período fiquei muito doente do pulmão e tive que largar a dança. Foi aí que a minha professora de dança me aconselhou a entrar para uma escola de teatro, pois ela disse
que eu tinha muito talento”.

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