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Ijuí
sexta-feira, setembro 30, 2022

TJRS faz campanha para coibir violência à mulher

Queremos a igualdade entre os gêneros e eliminar o machismo que naturaliza a violência contra a mulher dentro dos lares

A violência doméstica é um problema recorrente e de cada vez mais destaque. O tema tem gerado preocupação, principalmente no que diz respeito ao aumento das denúncias e pedidos de medidas protetivas. No Rio Grande do Sul, somente no primeiro semestre, foram mais de 60 mil pedidos de restrições contra agressores. Em Ijuí, segundo a Polícia Civil, há aumento de pedidos de medidas restritivas e de registros de ocorrências de Maria da Penha. O crescimento tem ocorrido a partir do último caso grave de violência, quando uma mulher foi vítima de facadas do ex-companheiro enquanto dormia.

Uma das ações que ajuda a incentivar as denúncias e combater o problema, é a 21ª Semana da Justiça pela Paz. Ela é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em todo o País com o objetivo de fazer um esforço concentrado de julgamento de processos de violência doméstica e feminicídio, além da conscientização de que a violência é presente, se buscando a erradicação. “Queremos a igualdade entre os gêneros e eliminar o machismo que naturaliza a violência contra a mulher dentro dos lares”, ressalta a coordenadora estadual da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, a juíza-corregedora, Taís Culau de Barros, em entrevista ao JM.

Segundo ela, a violência é cultural, em muitos casos. “Tanto os homens, quanto as mulheres são educados dentro de uma cultura machista e que a mulher é vista como posse do homem, a partir de um relacionamento”, explica, dizendo que esse é um problema de todos enquanto sociedade.

A semana da Justiça e Paz visa promover conversas para que a população pense e reflita sobre as diferenças, que ocorram atividades nas escolas, entrevistas, palestras com magistrados, com pessoal que atua na rede de proteção.

Em Ijuí ações estão sendo feitas, que são a retomada dos grupos reflexivos de gênero, que voltarão em setembro.

Também está sendo feito um guia de acesso para entregar às vítimas. Nesse guia, a pessoa terá em mãos tudo que ela tem a disposição para ajudá-la em um momento delicado.

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