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terça-feira, outubro 4, 2022

Na média, 40% dos dirigentes
não conhecem o Pronampe

Quatro em cada dez micro e pequenos empresários industriais brasileiros nunca ouviram falar do Pronampe, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que possibilitou o acesso a crédito para capital de giro em meio à crise provocada pela pandemia de covid-19. Os dados são de uma pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi) ao Datafolha.

O Nordeste foi a região com menor conhecimento dos industriais sobre o Pronampe: 50% das micro e pequenas indústrias nordestinas afirmaram desconhecer totalmente o programa. Essa fatia era de 40% entre as empresas industriais do Sudeste, 36% no Centro-Oeste/Norte e 35% no Sul. Na média nacional, 40% dos dirigentes industriais nunca tinham ouvido sobre o Pronampe. Os resultados mostram a dificuldade de acesso ao crédito pelas pequenas indústrias, diz o Simpi.

“Isso significa que a maioria esmagadora das empresas nem conhece o Pronampe. E por que não conhece? Provavelmente, é porque quando o empresário foi ao banco, o gerente escondeu de todas as maneiras essa linha de crédito”, afirmou o presidente do Simpi, Joseph Couri.

A avaliação sobre a linha de crédito revelou ainda que apenas 16% dos dirigentes industriais brasileiros se sentiam bem informados sobre o programa. Outros 19% se declararam mais ou menos informados sobre a linha de crédito, e 24% se disseram mal informados.

O estudo mostrou ainda que apenas 11% dos entrevistados tiveram acesso a uma linha de crédito do Pronampe durante a pandemia. Se considerados apenas os últimos seis meses, somente 3% dos empresários foram contemplados. Ou seja, 88% dos pequenos industriais não tiveram acesso aos recursos do programa durante a pandemia. Nos últimos seis meses, 96% das indústrias de pequeno porte tocaram os negócios sem ajuda dessa linha de crédito.

“Isso significa que praticamente não está chegando nada (de recursos do Pronampe) na ponta. Você tem números extremamente baixos de empresas que tiveram acesso”, avaliou Couri. “A linha é boa, a linha é bem-vinda, ela tem uma burocracia terrível para ser atendida”, lembrou.

Segundo o presidente do Simpi, é preciso reduzir as exigências burocráticas e aportar mais recursos para que a liberação da linha de crédito chegue efetivamente às empresas.

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