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quarta-feira, outubro 5, 2022

Uma história de amor

Zidrone Liebich Moreira é professora desde 1985, tem uma vida dedicada ao serviço cristão e ao próximo. Trabalhou na área de Ensino Religioso em escolas de São Paulo. Ao lado do seu pai Henrique, foi fundadora e primeira diretora do Lar da Criança Henrique Liebich, em Monte Alvão, interior de Ajuricaba. Na transferência para Ijuí, continuou exercendo o cargo de diretora.

Sua história de vida está contada no livro “Zidrone, uma linda história de amor”, escrita pelo marido, o doutor em Teologia e licenciado em Filosofia, Reginaldo Moreira, autor de vários livros sobre o espiritismo. O livro traz também depoimentos de diversas pessoas que ao longo dos anos conviveram com ela, entre familiares, pastores, amigos. Os depoimentos mais marcantes são do marido.

Zidrone, de família alemã, se casou com Reginaldo em 1985. Filha de Henrique Liebich, agricultor que doou suas terras e construiu o Lar que recebeu seu nome. Conforme Reginaldo, a ideia de escrever um livro sobre a esposa, veio dos longos anos ao seu lado, acompanhando suas atuações.

“Uma coisa que percebo é que as pessoas deixam para dar flores no tumulo, quando não tem mais jeito. Quando as pessoas morrem, são homenageadas, gastam dinheiro. O projeto de vida que enxerguei na minha esposa, sua disposição de servir, os anos que viveu em função dos outros e seu trabalho no lar das crianças, passou seis meses na Alemanha para construção das casas, me inspirou a dedicar essa obra em vida para ela, uma mulher digna de total reconhecimento”.

No livro está a história de como o casal se conheceu, na cidade de Maravilha/SC e o casamento que aconteceu em Monte Alvão, interior de Ajuricaba, em 1985. “Concluo o livro comparando ela a Maria, que também teve no seu coração o desejo de servir”.

Zidrone diz que muito de sua história tem a ver com o que foi deixado pelos pais. “Meu amor pelas crianças sempre foi muito grande e tive a oportunidade de ajudar os pequenos, vi que as crianças são vida, são o futuro. Um dia recolhemos uma criança abandonada na casa de nossa família, nos anos 50. E depois percebi que muitas crianças também eram abandonadas em muitos locais, especialmente quando houve a transição no interior, do trabalho manual para a máquina, houve muito desemprego, muita pobreza e muito abandono”.

Prestes a completar 84 anos, Zidrone diz que receber essa homenagem é algo gratificante. “Minha vida foi dedica ao serviço de Cristo, quando ele passou por nossa terra, ele dedicou toda a sua vida a servir, curando, ajudando as pessoas. Considero o livro uma benção.

Estou muito feliz e foi um tempo de expectativa que passei, para ver o livro. Fiquei satisfeita e peço a Deus que esse legado desperte outras pessoas a ajudar, principalmente ajudar os mais pobres”.

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