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sexta-feira, setembro 30, 2022

Copom avaliará reajuste reajuste residual da Selic

O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central repetiu ontem, por meio da ata de seu último encontro, que “avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude”, do que o deste mês em sua próxima reunião, em setembro. Na semana passada, o Copom elevou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 13,25% para 13,75% ao ano. Segundo a sinalização do BC, a Selic poderia ser mantida em 13,75% ou subir a 14% no encontro do mês que vem.

O Copom ainda destacou que seguirá “vigilante” e assegurou que os próximos passos de política monetária poderão ser ajustados para alcançar a convergência da inflação para suas metas, o que inclui o ano de 2023 e, em menor grau, de 2024.

“O Copom nota ainda que a incerteza da atual conjuntura, tanto doméstica quanto global, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”, ponderou na ata, assim como no comunicado.

Apesar da cautela, o colegiado voltou a considerar que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem de expectativas para prazos mais longos, “é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista”.

“O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas.”

Na avaliação do analista de mercado, Argemiro Brum, a medida mostra que o Banco Central está preocupado com o aumento da inflação e que a deflação que ocorreu no mês de julho é algo pontual e não deve se repetir nos próximos meses. “O Copom tem duas alternativas: ou ele combate a inflação ou estimula a economia. O ideal seria fazer as duas coisas, mas como a nossa inflação não de demanda, mas de custos, está muito difícil segurá-la e a nossa economia já está muito lenta na sua recuperação e o Copom tomou a decisão de atacar a inflação e deixar de lado um pouco o estímulo à economia”, disse.

O Copom afirmou na ata de seu último encontro que a estratégia mais adequada para garantir é a alta de juros praticada este mês, seguida por monitoramento de se somente a perspectiva de manutenção da taxa por um período “suficientemente longo” vai assegurar o retorno para o “redor da meta”.

O colegiado disse que optou por sinalizar que “avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, na próxima reunião”, com o objetivo de “trazer a inflação para o redor da meta no horizonte relevante”, que inclui o ano de 2023 e, em menor grau, de 2024. Atualmente, as projeções do BC para esses horizontes são de 4,6%, contra o centro da meta de 3,25%, e 2,7%, ante o alvo central de 3,0%

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