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Ijuí
segunda-feira, outubro 3, 2022

Hospitais avaliam impacto do piso da Enfermagem

A criação de um piso nacional da Enfermagem era uma demanda antiga das entidades representativas da categoria, mas uma preocupação para as instituições de saúde. Sem recursos, elas não sabem de onde irão tirar os valores a mais para fazer os pagamentos e cumprir a legislação.
Diretor-geral do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), Jeferson Machado Pereira comenta que, a sanção ao projeto já era esperada, entretanto, ela não veio acompanhada da identificação de fontes ou compensações, conforme o governo federal havia se proposto a fazer. “Criou-se uma despesa de R$ 18 milhões por ano ao HCI, que já enfrenta outros problemas de caixa, sem nenhuma palavra sequer sobre de onde os hospitais, especialmente os filantrópicos, encontrarão esse recursos. Essa situação não é uma exclusividade nossa e irá impactar desde os filantrópicos, que baterá na porta do SUS, até os privados, em que o reflexo será sentido nos planos de saúde”, afirma.
O HCI reconhece a importância dos profissionais e de sua justa valorização, entendendo ser esta uma conquista histórica da categoria, que é essencial para a Instituição de Saúde. A preocupação está, única e exclusivamente, em relação às despesas do Hospital neste momento, devido ao potencial impacto negativo líquido, mesmo após redução de gastos, e a falta de uma fonte de receita para fazer frente à legislação.
Atualmente, o HCI conta com 104 enfermeiros; 473 técnicos de Enfermagem; e oito auxiliares de Enfermagem.
O aumento do valor da folha de pagamento do Hospital Bom Pastor será debatido na próxima semana. Atualmente, a instituição de saúde possui cerca de 45 técnicos e 10 enfermeiros. “A diretoria vai se reunir com a contabilidade e o financeiro, para discutir esse importante assunto para a categoria”, informou a assessora de comunicação, Mariane dos Santos Ramos.
Em nota, a Unimed Noroeste/RS afirmou que está avaliando o impacto da lei que institui o piso para os profissionais da área da Enfermagem, o que vem sendo feito em conjunto com as demais cooperativas médicas do Estado e do País. “A Unimed, como sistema de saúde responsável pela assistência a mais de 18,8 milhões de brasileiros, tem compromisso permanente com a valorização dos profissionais de saúde e com a sustentabilidade do setor. Nesse sentido, devem ser intensificados os estudos e a interlocução com as entidades setoriais e os poderes públicos, em busca de alternativas para que a medida não agrave o desequilíbrio econômico-financeiro dos sistemas público e privado.”

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