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sexta-feira, junho 24, 2022

Região está na rota do contrabando no RS

O Brasil, pela sua grande extensão territorial, possui uma grande área de fronteira. Controlar o que entra no País de forma ilegal é um desafio encontrado pelos órgãos de segurança, uma vez que as estratégias adotadas pelos criminosos estão cada vez mais sofisticadas.


No Rio Grande do Sul, em especial na região Noroeste, na área de cobertura da Delegacia da Receita Federal de Santo Ângelo, o crime de contrabando e descaminho é um dos destaques envolvendo a segurança pública. Diariamente, produtos como vinhos, cigarros, agrotóxicos são encontrados sendo transportados pelas rodovias estaduais e federais, ou em operações especiais.


Nos últimos anos, no entanto, as apreensões têm se acentuado, colocando a região como uma das principais entradas de mercadorias ilegais oriundas de países como Argentina e Paraguai. O principal aumento tem sido constatado em 2022. Somente em comparação aos primeiros cinco meses do ano, com o mesmo período de 2020 e 2021, o contrabando de cigarros, vinhos, agrotóxicos e veículos cresceu.


Em relação aos cigarros, os dados apresentados pela Receita Federal mostram que, de janeiro a maio acumula o total de 518 mil maços de cigarros apreendidos, quase sete vezes mais do total apreendido no período em 2021, por exemplo, quando mais de 76 mil maços foram confiscados. Em relação a 2020, o total de apreensões no período é ainda maior. Naquele ano, 55 mil maços foram apreendidos, cerca de nove vezes menos ilícitos que hoje. Em valores, o número de cigarros apreendidos neste ano são avaliados em R$ 2,6 milhões.


O aumento, de acordo com o chefe da Delegacia de Receita Federal de Santo Ângelo, Pedro Bellinaso, pode ter relação com uma ação conjunta deflagrada no ano passado, na região Metropolitana de Porto Alegre, efetuada entre a Polícia Federal, RF, e outros órgãos de segurança, que fechou uma fábrica de cigarros ilegais. “A partir desse fechamento, começaram a voltar a apreensão de cigarros do exterior aqui na nossa região, que é uma rota do Paraguai e da Argentina”, explica. Segundo ele, essa é uma alternativa para levar esses produtos que não estão mais sendo fabricados em território nacional.

Matéria completa no Jornal da Manhã.

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